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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Energia Nuclear no Brasil: A Eletronuclear


A Eletrobrás Termonuclear S/A foi criada em 1997 com a finalidade de operar e construir as usinas termonucleares do país.

Subsidiária da Eletrobrás, é uma empresa de economia mista e responde pela geração de aproximadamente 2,5% (desempenho de 2005) da energia elétrica consumida no Brasil. Pelo sistema elétrico interligado, essa energia chega aos principais centros consumidores do país e corresponde, por exemplo, a mais de 50% da eletricidade consumida no Estado do Rio de Janeiro, proporção que se ampliará consideravelmente quando estiver concluída a terceira usina (Angra 3) da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).

Atualmente estão em operação as usinas Angra 1, com capacidade para geração de 657 megawatts elétricos, e Angra 2, com potência de 1.350 megawatts elétricos. Angra 3, que será praticamente uma réplica de Angra 2 (incorporando os avanços tecnológicos ocorridos desde a construção desta usina), também está prevista para gerar 1.350 megawatts.

A CNAAA, situada em Itaorna, município de Angra dos Reis, foi assim denominada em justa homenagem ao pesquisador pioneiro da tecnologia nuclear no Brasil e principal articulador de uma política nacional para o setor. Embora a construção da primeira usina tenha sido sua inspiração, o almirante, nascido em 1889, não chegou a ver Angra 1 gerando energia, pois faleceu em 1976. Mas sua obra persiste na competência e capacitação dos técnicos que fazem o Brasil ter hoje usinas nucleares classificadas entre as mais eficientes do planeta.

O Renascimento da Energia Nuclear nos EUA


Durante as últimas três décadas, a energia nuclear não tem estado em evidência no noticiário e nem nas mentes dos norte-americanos.

Atacado por ambientalistas preocupados com os resíduos produzidos pelo combustível radioativo, o setor de energia nuclear norte-americano também enfrentou o desprezo de investidores e usuários no início dos anos 80 depois que grandes projetos fracassaram, deixando financiadores e clientes com a conta.

Mas este cenário está mudando.


O segmento de energia nuclear norte-americano não é palco de incidentes desde o derretimento do reator na usina nuclear de Threee Mile Island em 1979, e os ativistas do meio-ambiente voltaram seus ataques aos geradores termoelétricos e a emissão de dióxido de carbono que produzem.

Enquanto isso, a volatilidade e a alta dos preços do gás natural tem diminuído a atratividade dessa fonte de energia para a geração de eletricidade.

Mas essa mudança de percepção da energia nuclear como fonte de geração de eletricidade tem fundamentos no rigoroso controle exercido pela "Nuclear Regulatory Commision" sobre o setor, além da mudança nos processos de aprovação de novas plantas nucleares.

O antigo procedimento para aprovação de novas instalações nucleares dava-se em dois passos: 1) concessão da licença preliminar para a construção, e 2) concessão da licença para a entrada em operação. Esse procedimento trazia riscos muito grandes aos construtores, que poderiam ser impedidos de ligarem suas usinas recém-construídas e -las em operação.


Hoje, o novo procedimento combina a concessão das licenças de construção e de entrada em operação de novas instalações nucleares em apenas um documento, eliminando o risco dos construtores e reduzindo os custos finais da operação.

A combinação "energia limpa" - "custos mais baixos de implementação", resultando em "contas de luz mais baixas" estão fazendo da energia nuclear a fonte preferencial na produção de eletricidade.